Redação -07/08/2026 17:10
Investir em jardinagem e paisagismo para tornar a cidade mais atrativa e fortalecer sua condição de Município de Interesse Turístico (MIT) exige planejamento, recursos e, sobretudo, continuidade. Não basta promover intervenções pontuais apenas para maquiar os espaços urbanos e, pouco tempo depois, abandoná-los à própria sorte. Paisagismo não se resume a plantar; exige cuidar, preservar e manter.
Uma cidade turística precisa transformar seus espaços
públicos em verdadeiros cartões-postais, com áreas verdes bem cuidadas,
canteiros planejados, arborização adequada e identidade visual capaz de
encantar moradores e visitantes. O investimento perde seu propósito quando não
há manutenção permanente. Mais importante do que criar uma cidade bonita por
alguns dias é estabelecer uma política duradoura que a mantenha bonita durante
todo o ano.
Sem metas claras, planejamento e foco da administração pública,
bons projetos dificilmente prosperam. Ideias podem ser excelentes no papel, mas
só produzem resultados quando acompanhadas de vontade política, investimento,
execução e continuidade.
Promover mudanças efetivas na cidade exige muito mais do que
discursos, projetos teóricos ou intervenções ocasionais. É preciso estabelecer
prioridades, definir objetivos e acompanhar permanentemente aquilo que foi
implantado. No paisagismo, por exemplo, não basta plantar, revitalizar ou
embelezar para uma fotografia; é necessário cuidar, manter e evoluir.
Se a intenção é consolidar o município como destino
turístico e fazer valer o título de MIT, a transformação precisa ser encarada
como política pública permanente. Cidade bonita e atrativa não nasce do
improviso: é resultado de gestão, planejamento, vontade política e trabalho
contínuo.
Interesse
público acima das vaidades
Também não adianta permitir que picuinhas, vaidades pessoais
ou disputas internas se sobreponham ao interesse coletivo. Um departamento sem
a necessária qualificação técnica não pode se aventurar na execução de projetos
específicos, tampouco criar obstáculos para impedir que profissionais
capacitados os desenvolvam. Quando isso acontece, quem perde não é uma pessoa
ou um setor: perde a cidade inteira.
A administração pública precisa funcionar de maneira
integrada, com cada área reconhecendo suas atribuições, limitações e
responsabilidades. Projetos relevantes devem ser analisados pelo mérito, pela
viabilidade e pelos benefícios que podem proporcionar à população — jamais por
questões pessoais ou resistência a novas ideias.
A máxima é antiga, mas permanece atual: “um reino dividido
contra si mesmo não subsiste”. Se o propósito é transformar a cidade,
fortalecer o turismo e aproveitar verdadeiramente as oportunidades
proporcionadas pelo título de MIT, é preciso união, competência, diálogo e,
acima de tudo, colocar o interesse do município acima das diferenças pessoais.