c -02/07/2026 18:26
As buscas por desaparecidos na Venezuela continuam uma semana após os terremotos mortais que atingiram o país.
A "janela de ouro" para conseguir encontrar
vítimas ainda vivas diminui a cada dia, mas resgates ainda são realizados.
Nesta quinta-feira (2), socorristas salvaram um homem que passou oito dias sob escombros.
Equipes internacionais foram ao país para auxiliar nas
operações, incluindo grupos brasileiros.
Um dos principais problemas na área dos desastres é o
deslocamento, com trânsito extremamente intenso.
Mas, além dos desafios logísticos, alguns desses grupos de
ajuda denunciam que o governo venezuelano proibiu a entrada de equipes ou
dificulta o trabalho de operadores que já estão no país.
Organizações criticam governo da Venezuela
A Amavex, uma organização beneficente criada nos
Estados Unidos, publicou nas redes sociais que bombeiros venezuelanos
relataram que foram impedidos de acessar locais de operação.
As imagens mostram um bloqueio feito pela Polícia Nacional
Bolivariana e um dos bombeiros discutindo com um agente.
"Quando vidas estão em risco, não pode haver
obstáculos. A prioridade deve ser salvar vidas, auxiliar as vítimas e apoiar
aqueles que realizam o trabalho mais árduo", destacou a organização.
A ISAR Germany afirmou no domingo (28) que a
equipe médica de emergência que comandaria teve autorização de entrada negada,
"apesar de a Venezuela ter sinalizado anteriormente a necessidade de apoio
médico internacional".
Citando a OMS e a ONU, a organização alemã afirmou que o
Ministério da Saúde da Venezuela "decidiu, em cima da hora, não permitir a
entrada de unidades de ajuda médica internacional no país neste momento (até 28
de junho de 2026)".
A equipe incluiria 41 especialistas voluntários para
resposta a desastres e estava pronta para voar para a Venezuela, assim como
equipamentos.
Não há informações sobre se a equipe conseguiu entrar na
Venezuela.
Além disso, Francisco Lermanda, representante da equipe de
resgate Topos de Chile relatou à imprensa venezuelana na
segunda-feira (29) que militares do país estão interrompendo esforços de busca
para exigir documentos de identificação, suspeitando que os socorristas possam
ser espiões.
Ao Monitoreamos, Lermanda alegou que um soldado foi
questionado por um integrante da equipe de ajuda, pontuando que tinha ordens
para verificar os resgatistas periodicamente.
A CNN Brasil tenta contato com o governo
venezuelano sobre os relatos das organizações de ajuda e aguarda resposta.