noticias ao minuto -20/08/2026 14:33
Checar mensagens, responder notificações e passar alguns minutos nas redes sociais fazem parte da rotina de milhões de pessoas. O problema começa quando o celular ocupa uma parcela excessiva do dia e o corpo permanece por longos períodos na mesma posição.
Estudos citados pelo site Your Tango apontam que o uso
prolongado do aparelho pode estar relacionado a diferentes efeitos físicos.
Além do sedentarismo e da redução do tempo dedicado a outras atividades, olhos,
pescoço, ombros, mãos e até o sono podem ser afetados.
Veja seis alterações que podem aparecer com o uso excessivo
do celular.
1. Dores no pescoço e alterações na postura
Inclinar a cabeça constantemente para olhar a tela pode
sobrecarregar a musculatura do pescoço e da parte superior das costas.
A Mayo Clinic associa esse comportamento ao chamado
"pescoço tecnológico", condição relacionada à postura adotada durante
o uso de celulares e outros dispositivos.
Quanto mais tempo a pessoa permanece com a cabeça projetada
para a frente, maior tende a ser a tensão sobre os músculos da região.
2. Tensão nos ombros
Os ombros também podem sofrer com a repetição de uma postura
inadequada durante muitas horas.
Ficar curvado sobre o aparelho tende a aumentar a tensão
muscular e pode favorecer dores e desconfortos.
Fazer pequenas pausas, alongar o corpo e se movimentar ao
longo do dia são algumas medidas que podem ajudar a diminuir a sobrecarga.
3. Cansaço e irritação nos olhos
Ao se concentrar na tela por períodos prolongados, uma
pessoa pode piscar com menos frequência do que o habitual.
Isso pode contribuir para olhos secos, irritados e cansados.
O esforço para manter o foco por muito tempo também pode favorecer desconforto
visual e dores de cabeça.
Alternar o olhar entre a tela e objetos mais distantes e
fazer intervalos ao longo do dia pode ajudar a reduzir o esforço ocular.
4. Sono prejudicado
Levar o celular para a cama e continuar usando o aparelho
pouco antes de dormir pode interferir no descanso.
Além de prolongar o período acordado, o hábito pode
dificultar o início do sono e prejudicar sua qualidade.
Uma das recomendações citadas é interromper o uso do celular
pelo menos 30 minutos antes de se deitar.
5. Mais sedentarismo e problemas musculares
O problema nem sempre está diretamente no aparelho, mas no
tempo que ele mantém a pessoa parada.
Passar várias horas sentado ou deitado utilizando o celular
reduz a movimentação diária e pode contribuir para perda de condicionamento e
aumento do comportamento sedentário.
A longo prazo, permanecer pouco ativo também pode trazer
consequências para a saúde cardiovascular e muscular.
6. Desconforto nas mãos e nos punhos
Dedos, mãos, punhos e antebraços também podem ser
sobrecarregados pelo uso repetitivo do celular.
A região mais afetada depende da maneira como o aparelho é
segurado e dos movimentos realizados com maior frequência.
Manter o punho dobrado por muito tempo ou segurar o
dispositivo com força pode aumentar a tensão sobre músculos e articulações e
provocar dor ou desconforto.
Por isso, variar a posição das mãos, fazer pausas e reduzir
períodos prolongados de uso contínuo pode ajudar a diminuir a sobrecarga
provocada pelo celular.