agencia brasil -09/08/2026 10:23
O mês de agosto traz dois fenômenos astronômicos que podem
ser vistos a olho nu de diversas partes do mundo. Um eclipse solar total no
hemisfério norte, e um eclipse lunar quase completo para alguns países das
Américas, Europa e África, entre eles, o Brasil. ![]()
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O eclipse lunar está previsto para a madrugada do dia 28 de
agosto, com início às 23h30 (horário de Brasília) do dia 27 e com auge
previsto para 1h do dia 28. Será possível avistar o fenômeno de todos os
estados do país, e a previsão é de que até 95% da lua fique avermelhada.
Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional,
explica que o plano de órbita da Lua em volta da Terra é inclinado a 5 graus, e
o eclipse acontece quando esses dois corpos celestes se alinham diretamente com
o Sol.
“Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua.
E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra
nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explicou.
Já o eclipse solar, previsto para o dia 12, poderá ser
observado na sua totalidade por países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia
e Groenlândia. E parcialmente em outras áreas do hemisfério norte, e também no
norte do continente africano.
“Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai
fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do
Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, disse.
Como
observar
Para assistir ao eclipse lunar que vai passar pelo Brasil
não é preciso nenhum tipo de óculos ou técnica especial. Basta escolher um
lugar aberto, com uma visão limpa para a lua e de preferência com pouca
interferência de luz artificial.
Já para o eclipse solar, só é possível fazer a observação
com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2, ou máscaras com
vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos
sérios à visão e pode causar cegueira.
Eclipse
solar
O eclipse solar total é resultado de uma coincidência
cósmica, já que embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, também
está 400 vezes mais distante, o que faz com que o Sol e a Lua pareçam ter
praticamente o mesmo tamanho.
Um eclipse solar acontece sempre na Lua Nova, bloqueando
pelo menos parte da luz e criando a projeção de uma sombra. A pesquisadora do
Observatório Nacional conta que, diferentemente do eclipse lunar, que fica
visível para todos na metade da Terra onde é noite, o solar tem uma distância
mais reduzida.
Fora do ponto que ele abrange, mesmo sendo total, ele se
torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo
criando um anel de luz em volta.
Eclipse
lunar
O eclipse lunar só acontece durante a Lua Cheia, e pode vir
de três formas diferentes: total, parcial e penumbral. Quando a luz do Sol bate
na Terra, cria dois tipos de sombras, a umbra (sombra mais escura) e a penumbra
(uma sombra mais branda).
“Quando vai acontecer o eclipse da Lua, às vezes pode ser
que ela entre só nessa penumbra. A gente não vê diferença alguma”, conta.
No eclipse total, a Lua passa pela penumbra, segue até
passar completamente pela umbra, e então retorna para a penumbra.
“Esse eclipse agora do dia 27, ele é um eclipse parcial. A
Lua não vai entrar totalmente na umbra, ela quase vai entrar. Vai funcionar
como se fosse um eclipse total porque ela vai começar a ficar vermelha, e essa
vermelhidão é o reflexo da luz do Sol batendo na atmosfera da Terra”,
finalizou.
O Observatório Nacional vai transmitir ambos os eclipses de
maneira gratuita através do seu canal no
YouTube.