noticias ao minuto -26/05/2026 15:47
O uso de chupeta e mamadeira é comum nos primeiros anos de
vida e pode cumprir funções importantes, como acalmar o bebê e conforto as
crianças maiores. No entanto, quando esses hábitos se prolongam além do período
recomendado, podem trazer prejuízos ao desenvolvimento da arcada dentária e das
estruturas faciais.
Uma das principais dúvidas dos pais é até quando esses
hábitos são considerados seguros. Vale destacar que a introdução da chupeta não
é considerada necessária do ponto de vista da saúde, sendo uma decisão
familiar.
De acordo com especialistas em odontopediatria, incluindo
recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry e da World Health
Organization, o ideal é que a chupeta seja retirada até, no máximo, os 2 anos
de idade. Já a mamadeira deve ser desestimulada gradualmente nesse mesmo
período, dando lugar ao uso de copos.
Segundo a coordenadora de Odontologia da Faculdade
Anhanguera, Dra. Cristina Pedro, “o uso prolongado pode interferir na posição
dos dentes e no desenvolvimento da face, favorecendo problemas como mordida
aberta, desalinhamentos e até alterações no padrão respiratório”.
Entre os principais sinais de alerta estão:
Alterações na forma como a criança fecha a boca;
Dificuldade na mastigação;
Mudanças na fala;
Respiração oral predominante.
Quando a remoção desses hábitos ocorre tardiamente (após os
3–4 anos), pode ser necessário um acompanhamento multidisciplinar, incluindo
odontopediatria e psicologia. Em alguns casos, são indicados aparelhos
ortodônticos neurocompatíveis para auxiliar na remoção e correção.
Como retirar chupeta e mamadeira sem traumas
A abordagem deve respeitar a faixa etária e o contexto
familiar. Confira orientações práticas:
Faça a retirada gradual: reduza o uso aos poucos, começando
por momentos específicos, como antes de dormir;
Ofereça alternativas: introduza copos de transição adequados
à idade;
Converse com a criança: utilize linguagem simples e
acolhedora (especialmente após os 2 anos);
Busque orientação profissional: o acompanhamento com
odontopediatra ajuda a monitorar impactos e orientar a família com intervenção
específicas como o uso de aparelhos neurocompatíveis e atuação conjunta com a
psicóloga devido ao apego emocional para contemplar a criança e o núcleo
familiar.
A retirada no momento adequado não só favorece a saúde
bucal, mas também contribui para o desenvolvimento correto da fala, mastigação
e respiração.