metropoles -01/06/2026 08:08
Frio alerta para doenças silenciosas nos cães; saiba como
identificar
O frio chegou e, além de tirar os casacos do armário, é
importante lembrar daqueles que precisam de uma ajudinha para se manterem
aquecidos: os amigos de quatro patas. Nos cães, o inverno facilita o surgimento de alergias e doenças
respiratórias, que costumam agir de forma silenciosa e perigosa.
Os perigos
Em entrevista à coluna,
a veterinária Vanessa Barreto explica que a combinação de ambientes
fechados, pouca ventilação e maior contato com poeira e ácaros cria um cenário
ideal para surgimento desses problemas.
“Além disso, pets que ficam em ambientes aquecidos e depois
são expostos ao frio durante passeios sofrem com mudanças bruscas de
temperatura”, alerta.
Segundo ela, entre as doenças mais comuns, estão gripes e infecções respiratórias, como a
traqueobronquite infecciosa — conhecida como tosse dos canis —, bronquite,
rinite e até quadros de pneumonia. Vanessa também cita dermatites, otites
e outras irritações de pele em razão do ambiente fechado.
“Em animais mais sensíveis ou com histórico clínico, também
pode haver piora de condições crônicas, já que o sistema imunológico tende a
ficar mais vulnerável durante os dias frios”, salienta.
Roupinhas não são o suficiente
Embora muitos tutores acreditem que uma roupinha resolve tudo, a verdade é que não funciona
bem assim. Na época de frio, é importante ficar atento a alguns sinais de
alerta.
Confira alguns deles!
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Espirros, coceira e cansaço: podem indicar
quadros alérgicos ou respiratórios em desenvolvimento, e não apenas uma reação
natural ao clima gelado.
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Tosse: podem ser desde irritações leves até
infecções mais graves. O alerta deve ser maior se houver presença de secreção
ou prostração.
·
Menos água, mais risco: a redução
espontânea na ingestão de água durante os dias frios impacta diretamente a
imunidade e o funcionamento metabólico do cão, tornando-o mais suscetível a
doenças.
·
Por último, a especialista orienta a manter
a vacinação em dia, evitar passeios nos horários mais
frios e ter atenção redobrada após os banhos — a fim de garantir a secagem
completa dos pelos.
·
“O inverno exige um olhar mais atento. Pequenos
sinais podem indicar problemas maiores se não forem acompanhados e tratados
precocemente por um profissional”, conclui.