agencia brasil -23/09/2026 11:31
A primavera de 2026 chegou ao Hemisfério Sul nesta
terça-feira (22), às 21h05, com previsão de altas temperaturas e formação
rápida de tempestades severas no Brasil.![]()
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De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet),
a influência do El Niño deve acentuar a seca nas regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste. Já no Sudeste e no Sul do país, a projeção é de que o
fenômeno vai agravar o excesso de chuvas.
“O El Niño tem potencial para influenciar as condições
climáticas no Brasil durante a primavera, especialmente nas regiões Sul, Norte
e Nordeste”, afirma o meteorologista do Inmet, Mozar de Araújo Salvador.
Nesta primavera, o El Niño tem mais de 90% de
probabilidade de atingir a categoria de muito forte e 75% de chance de ser o evento mais forte registrado desde 1950,
conforme as projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional
Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA).
Segundo Mozar Salvador, a influência do fenômeno El Niño na
primavera deste ano faz com que a estação ganhe diferentes contornos em relação
aos anos anteriores.
“De modo geral, as temperaturas devem ficar elevadas,
podendo ultrapassar a média para o período em praticamente todo o Brasil,
variando de intensidade conforme a região”, conclui.
Temporais e seca
Durante a primavera, o fluxo de umidade vinda da Amazônia
fica mais intenso, levando chuvas para o centro-sul da Região Norte,
Centro-Oeste e Sudeste do país.
Na Região Sul, também devem ocorrer Complexos Convectivos de
Mesoescala – um aglomerado de tempestades em formato circular.
Segundo o meteorologista do Inmet, esses sistemas fazem com
que haja significativa probabilidade de chuvas acima da média na Região Sul,
assim como em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
“Nessas duas últimas regiões, os estados de São Paulo e Mato
Grosso do Sul podem se destacar com maiores volumes de chuvas”, complementa
Salvador.
Rio Negro, no bairro São Raimundo, em Manaus, durante maior seca em 121 anos, em 2023. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Por outro lado, o norte da Região Nordeste, especialmente o
norte do Piauí e o noroeste do Ceará, deve receber menos chuvas.
“Nas Regiões Norte e Nordeste, há maior potencial para
chuvas mais irregulares, resultando em déficit de chuvas em grande parte dessas
regiões. Também há possibilidade de predomínio de déficit de chuva no
centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás”, afirma Salvador.
Equinócio
A primavera do Hemisfério Sul começa quando o planeta
alcança o equinócio de setembro ─ dia do ano em que os Hemisférios Norte e Sul
recebem a mesma incidência de raios solares, tendo dia e noite com a mesma
duração.
O fenômeno se repete duas vezes por ano: em março e em
setembro, marcando o início da primavera ou do outono.
Ao longo dos próximos três meses, os dias passarão a ficar
cada vez mais longos no Hemisfério Sul, até que seja atingido o
solstício de dezembro, às 18h50 do dia 21, dando início ao verão.
No Hemisfério Norte, ocorre o oposto: o equinócio de
setembro inicia o outono, e as noites ficam cada vez mais longas até que o
inverno comece em dezembro.