metropoles -21/09/2026 18:37
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu a conclusão do julgamento da greve dos Correios, que ocorreria na tarde desta segunda-feira (21/9). A paralisação dos funcionários da empresa, portanto, continuará em todo o país.
A medida foi tomada pelo ministro Luiz Philippe Vieira de
Mello Filho, presidente do TST, depois que a estatal apresentou documentos com
um pedido de abusividade da greve. Se aceito, as entidades representativas dos
trabalhadores podem ser multadas em R$ 200 mil.
Um novo julgamento foi agendado às 15h30 de quinta-feira
(24/9). Mesmo com a greve, uma liminar do próprio TST já havia determinado a
manutenção de 80% do efetivo em funcionamento em todas as unidades dos
Correios, incluindo áreas de atendimento, transporte e distribuição.
O principal impasse da greve é o plano de saúde de
funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores pedem a manutenção do
modelo atual do benefício.
A sessão do TST começou com o julgamento do caso. A ministra
relatora, a desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, resumiu seu
relatório, confirmando a data-base da categoria, a não abusividade da greve e
pedindo a compensação dos dias parados.
Ela determinou ainda que os trabalhadores deveriam voltar ao
trabalho nesta terça (22/9). Isso ocorreria porque, caso houvesse acordo entre
as partes no julgamento, a paralisação terminaria.
O ministro Vieira de Mello Filho, com base nos novos
documentos enviados pelos Correios, decidiu interromper a sessão para que os
advogados da federação e das confederações de trabalhadores tivessem tempo para
analisá-los.
Em nota já enviada à imprensa, os Correios afirmam que a
empresa colocou em prática medidas para garantir a manutenção dos serviços e
minimizar eventuais impactos aos clientes. Elas incluem o remanejamento de
equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de ações logísticas
para preservar a regularidade das entregas em todo o país.