noticias ao minuto -24/08/2026 08:37
A médica psiquiatra Tamela Dutcher, de Ohio, nos Estados Unidos, que havia publicado um estudo sobre adolescentes violentos e homicidas, foi morta a tiros dentro de casa pelo namorado da própria filha, de 18 anos, e por um amigo dele, segundo a polícia. A investigação aponta que Bryanna Dutcher teria planejado o ataque após uma discussão com a mãe.
Tamela estava sentada no sofá da sala quando Christian
Evans, de 20 anos, e Dajameous Payne, de 21, invadiram a residência, no condado
de Delaware, pouco depois da meia-noite de 14 de agosto. Um único disparo foi
feito contra o rosto da médica. A polícia ainda não informou qual dos dois
efetuou o tiro.
Ao ouvir o disparo, o marido de Tamela correu para ajudá-la.
Os invasores também atiraram contra ele, mas não conseguiram acertá-lo e
fugiram. A médica foi socorrida e levada a um hospital próximo, porém não
resistiu ao ferimento.
Plano criado pela filha
De acordo com a investigação, Bryanna teria elaborado o
plano depois de discutir com a mãe sobre tarefas domésticas que deveriam ter
sido feitas naquele dia.
A jovem mantinha um relacionamento escondido com Christian
porque, segundo depoimento policial, temia que os pais, descritos por ela como
“muito racistas”, descobrissem que ela namorava um homem negro e a expulsassem
de casa.
Na noite do crime, Bryanna contou ao namorado sobre a
discussão. Christian então sugeriu que a mãe fosse assassinada. A jovem teria
aceitado a ideia e ajudado a organizar o ataque.
Christian e Dajameous ficaram cerca de 15 minutos do lado de
fora da casa, esperando a confirmação de Bryanna sobre a localização dos pais.
Depois, ela informou que Tamela estava na sala e o marido no porão. Christian
respondeu que os dois estavam colocando luvas e que iriam “eliminar os dois ao
mesmo tempo”.
Após os tiros, Bryanna afirmou à polícia que não tinha visto
os responsáveis e apontou uma amiga da mãe como possível suspeita. Segundo os
investigadores, ela mentiu repetidamente, dificultando a identificação dos
envolvidos.
Christian e Dajameous acabaram sendo identificados. A
polícia também flagrou Christian descartando uma sacola que continha um coldre
e uma calça.
Estudo sobre homicidas
Em 2002, Tamela e Daniel Davis publicaram um estudo sobre
adolescentes homicidas. O trabalho analisava características dos jovens
envolvidos nesses crimes, incluindo sexo, relações familiares, raça e condição
socioeconômica. Segundo o texto, a pesquisa permanece como referência acadêmica
na análise de comportamentos graves durante a adolescência.