metropoles -26/10/2026 18:36
Lideranças do Senado Federal alinhadas ao presidente Lula criticam, nos bastidores, a decisão que determinou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República.
Nesta segunda-feira (26/10), o senador afirmou ter sido
intimidado pela Polícia
Federal a entregar o documento ao deixar a residência do pai, o
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.
De acordo com Flávio, a abordagem ocorreu por determinação do ministro do Supremo
Tribunal Federal Alexandre de Moraes e estaria relacionada a uma declaração de
seu irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de que ele
deveria deixar o país caso perdesse o pleito.
Na avaliação desses parlamentares, a iniciativa de Moraes
“tensiona” ainda mais o ambiente político e pode reforçar a narrativa de Flávio
de que estaria sendo perseguido.
Os interlocutores também demonstraram preocupação com o
possível agravamento do embate entre o STF e o Senado Federal. Como a coluna
mostrou, parlamentares bolsonaristas articulam um pedido de impeachment contra
o ministro e buscam levar a iniciativa à pauta da Casa.
O que aconteceu?
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relatou ter
sido abordado por agentes da PF ao deixar a residência do pai, que cumpre
prisão domiciliar.
“Hoje de manhã fui visitar meu pai, como vocês sabem, ele
está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula
estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar meus
passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse o senador.
O parlamentar declarou que cumprirá a determinação judicial,
mas negou ter intenção de deixar o Brasil.
“Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa
aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me
calar”, afirmou.
Ainda segundo Flávio, a ordem partiu de Alexandre de Moraes
e teria como fundamento uma declaração de Eduardo Bolsonaro.