metropoles -21/05/2026 23:06
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (21/5), um Projeto de Lei (PL) que reforça as regras de transparência na administração pública e restringe a aplicação de sigilo sobre gastos governamentais. Segue para a análise do Senado.
A nova legislação determina que despesas de custeio e de
representação — como diárias, passagens, hospedagem, alimentação, aquisição de
bens e gastos realizados por meio de suprimento de fundos — não poderão ser
classificadas como informações sigilosas, ampliando o acesso da sociedade a
esses dados. O texto altera a Lei de Acesso à Informação (LAI) para deixar
explícito que a proteção conferida a informações sensíveis não se aplica aos
valores gastos pela administração pública.
A medida também estabelece que, em deslocamentos de
autoridades nacionais ou estrangeiras, apenas informações estritamente
operacionais relacionadas à segurança poderão ter acesso restrito, vedando a
ocultação dos gastos envolvidos nas viagens.
A proposta ainda cria mecanismos para revisar classificações
de sigilo. Caso a Comissão Mista de Reavaliação de Informações não analise um
pedido de revisão em até 120 dias, os dados serão automaticamente
desclassificados.
Além disso, o Congresso Nacional passa
a ter competência para rever classificações de informações e decisões da
comissão por meio de decreto legislativo aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Outro ponto da nova lei é o endurecimento das punições para
agentes públicos que utilizarem o sigilo de informações com o objetivo de obter
vantagem pessoal ou beneficiar terceiros, bem como para encobrir atos ilegais.
A conduta passa a ser enquadrada como ato de improbidade
administrativa e também como crime de responsabilidade.