metropoles -06/07/2026 09:33
Advogados de alguns presos preventivos nos casos Master e
INSS apostam, nos bastidores, que o ministro do STF André Mendonça deverá
soltar alguns deles após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar as
denúncias.
A expectativa das defesas é de que, com o fim da fase de
investigação e o início da ação penal, Mendonça reavalie a necessidade de
manutenção de algumas prisões preventivas, substituindo-as por medidas
cautelares menos gravosas.
Interlocutores do ministro, entretanto, descartam qualquer
relação automática entre o oferecimento das denúncias pela PGR e eventuais
decisões de soltura. Mendonça, vale lembrar, é o relator dos dois casos no
Supremo.
Segundo aliados, o ministro já vem revendo algumas medidas
cautelares tanto no Caso Master quanto da Farra do INSS antes mesmo da denúncia
da PGR, sempre com base na situação individual de cada investigado.
“O ministro prende e solta quando estão preenchidos os
requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal”, afirmou à coluna um
interlocutor de Mendonça.
Em abril, por exemplo, Mendonça mandou para a prisão
domiciliar o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS
André Fidelis. Ambos tentam fechar acordos de delação premiada.
Já em junho o ministro do STF determinou a retirada da
tornozeleira eletrônica de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do
senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ambos tinham sido alvos de operação no Caso
Master.
Os aliados do ministro do Supremo ressaltam ainda que uma
eventual decisão para revogar prisões preventivas deverá ser precedida de
consulta da Procuradoria-Geral da República.