metropoles -13/08/2026 14:57
O partido Missão se pronunciou, nesta quinta-feira (13/8), sobre a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL) em sua lista de filiados no sistema da Justiça Eleitoral. Em nota, a legenda informou ter sido “alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta” do pré-candidato à Presidência da República.
A nota acusa o gabinete do senador de ter sido informado da
tentativa de filiação desde 2 de agosto. “Consta em nosso sistema que os
e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos”, destacou.
O partido afirmou já estar adotando as devidas providências
na Polícia Federal e no TSE para que os responsáveis sejam identificados e
punidos.
A sigla também usou da nota para alfinetar o candidato,
afirmando que a filiação não é do interesse do partido.
“Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido
acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento
ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de
corrupção”, informou.
Renan Santos, postulante do Missão à Presidência da
República, também se manifestou sobre o ocorrido e afirmou que o partido tem as
provas necessárias e que a história vai ficar “feia” para os envolvidos.
Filiação de Flávio
O senador aparece como filiado ao Missão no sistema da
Justiça Eleitoral. A mudança impede, neste momento, segundo membros da
campanha, que o PL registre a candidatura do parlamentar no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE).
Certidão emitida pelo TSE às 11h13 desta quinta-feira aponta
que Flávio está com a filiação regular ao Missão desde quarta-feira (12/8). O
mesmo documento registra que o senador foi desfiliado do PL também na quarta.
O comitê do candidato já acionou o TSE para restabelecer a
filiação do senador ao PL. Uma das suspeitas é que o sistema de filiação
partidária tenha sido
alvo de ataque hacker.
TSE se pronuncia
O órgão descartou a possibilidade de invasão ao sistema e
atribuiu a inclusão do senador no partido foi feita por um representante da
própria legenda.
“O TSE informa que não houve hackeamento do sistema e, sim, o cadastro da filiação por parte de um representante do Missão”, informou o tribunal ao Metrópoles.