metropoles -05/07/2026 14:08
Em conversa de aproximadamente 90 minutos com o presidente
da Rússia, Vladimir Putin, o
presidente dos Estados
Unidos, Donald
Trump, ofereceu ajuda para colocar fim à guerra contra a Ucrânia.
Segundo o assesor do Kremlin Yuri Ushakov, a ligação foi
realizada no sábado (4/7), às vésperas da participação de Trump na cúpula
da Organização do Tratado do
Atlântico Norte (Otan), na Turquia, em 7 e 8 de julho.
O líder norte-americano também conversou com o presidente
ucraniano, Volodymyr Zelensky. “O presidente norte-americano confirmou mais uma
vez sua disposição de trabalhar por um rápido fim dos combates e encontrar
soluções para superar a crise”, disse Ushakov ao comentar a conversa entre
Trump e Putin.
O interlocutor russo classificou o diálogo como
“profissional e bastante construtivo”, e disse que a Rússia quer uma “resolução
político-diplomática do conflito, levanto em conta a abordagem fundamental” do país.
O assessor do Kremlin acusou a Ucrânia e os países europeus
que apoiam Kiev de incentivarem a continuidade e até a intensificação da
guerra, além de promoverem ações que atingem civis.
A declaração faz referência às ofensivas de longo alcance
realizadas pelos ucranianos contra alvos em território russo, especialmente
instalações ligadas ao setor petrolífero. Os ataques provocaram problemas no
abastecimento de combustíveis em diversas regiões da Rússia.
De acordo com Ushakov, o presidente russo também apresentou
um panorama da situação no front, detalhando que as tropas de Moscou seguem
avançando e conquistando novas localidades.
Na sexta-feira (3/7), comandantes militares russos
informaram Putin que as forças do país haviam tomado a cidade estratégica de
Kostiantynivka, localizada na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.
No entanto, no sábado (4), Zelenskyy negou a
informação e afirmou que as tropas ucranianas continuam controlando a cidade.